Energia solar fotovoltaica atinge marca histórica de 100 MW de microgeração e minigeração distribuída

4/8/2017 Publicado por Marina Shimamoto

Investimento e Notícias


O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 100 MW de potência acumulada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica instalados em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural. Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a fonte solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica de forma renovável, limpa e sustentável, lidera com folga o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com 99% das instalações do País.

De acordo com a entidade, o Brasil possui atualmente 12.520 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e engajamento ambiental a 13.897 unidades consumidoras, somando mais de R$ 850 milhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do Brasil.

Atualmente, consumidores residenciais lideram o uso da energia solar fotovoltaica, somando 42% da potência instalada no País, seguidos por empresas dos setores de comércio e serviços (38%), indústrias (11%), poder público (5%) e sistemas localizados na zona rural (3%).

Quando avaliamos o número de sistemas instalados, a liderança dos consumidores residenciais fica ainda mais visível, com 80% dos sistemas instalados em residências, seguido por empresas dos setores de comércio e serviços (15%), indústrias (2%), consumidores rurais (2%) e outros tipos, como consumidores do poder público (1%), serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,1%).

O presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica nos últimos 10 anos, o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos e um aumento no protagonismo e na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais interessados em economizar dinheiro ajudando simultaneamente a preservação do meio ambiente.

“Celebramos com otimismo este passo histórico para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui mais de 81 milhões de unidades consumidoras e um interesse cada vez maior da população, das empresas e também de gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia renovável localmente, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos renováveis locais e de qualidade”, comemora Sauaia.

(Redação - Agência IN)

Sustentabilidade

Rock in Rio 2017 terá árvores solares capazes de recarregar celulares

A ideia é usar a energia solar para viabilizar o funcionamento de roteadores Wi-Fi, câmeras de segurança, iluminação e hubs de recarga de bateria de celulares

14:00 | 18/07/2017

O mais renovável de todos. Essa é a ideia para o Rock in Rio 2017.  O projeto Amazona Live comprometeu-se a instalar árvores solares capazes de recarregar celulares. A "OPTrees" foi criada pela startup brasileira SUNEW, em parceria com a Metalco do Brasil. A tecnologia é capaz de captar energia solar através de filmes fotovoltaicos instalados nas folhas.

No Rock in Rio, a estação de recarga terá 5 árvores fotovoltaicas fornecendo energia gratuita - cada uma com 10 tomadas USB. Além da função principal, as OPTrees também protegem os participantes do sol e são uma opção de descanso para o público.

O filme fotovoltaico que absorve a energia solar fica nas folhas das árvores artificiais e uma bateria dentro dela armazena a carga que é passada aos aparelhos telefônicos dos usuários. Já que não está conectado à rede elétrica, esse sistema pode ser considerado off-grid.

O CEO do CSEM Brasil (Centro privado de pesquisa aplicada e sem fins lucrativos), Tiago Alves afirma que a ideia é aumentar a utilização das OPTrees. Ele diz que negocia com prefeituras e organizações para integrar a membrana de captação de energia solar em locais públicos, como em parques ou bicicletários. A ideia é usar a energia solar para viabilizar o funcionamento de roteadores Wi-Fi, câmeras de segurança, iluminação e hubs de recarga de bateria de celulares.

"Cada vez mais a energia fotovoltaica é utilizada para trazer vantagens e comodidade à população. Difundir o seu uso trará benefícios ao meio ambiente e às futuras gerações, prezando cada vez mais pela sustentabilidade e pela diversificação da nossa matriz energética, com a entrada de mais fontes de energias renováveis", diz o site da RETECjr.

Redação O POVO Online


IN - Investimento e Notícia

Boom da energia fotovoltaica no Brasil

Junho 29, 2017

Publicado por Marina Shimamoto

Publicado em Energia

Segundo dados da ANEEL o setor cresceu 300% em 2016

A energia solar ou fotovoltaica é captada através do sol e é considerada uma energia infinita. O Brasil apresenta um potencial incrível e vem crescendo, extraordinariamente, nos últimos anos. Para se ter uma ideia, com relação à Geração Distribuída (GD), ou seja, a geração de energia pelos próprios consumidores, que inclui todas as fontes de energia renováveis utilizadas no Brasil, entre os meses de julho e setembro de 2015, existiam 1.148 instalações registradas na Associação Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No mesmo período de 2016 foram registradas 5.040 instalações. Um aumento de aproximadamente 440% em relação ao ano passado. Já o setor de energia fotovoltaica teve aumento de 300%, considerando apenas os dados oficiais da ANEEL, sem contar as instalações não registradas.

Energia que cresce Segundo a ANEEL, até 2024, cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e até o ano 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

De acordo com especialista e vendedor técnico, Denilson Tinim da multinacional austríaca Fronius - com uma subsidiária no Brasil e líder em tecnologia no setor fotovoltaico - a empresa tem apresentado excelentes resultados. Entre os meses de 2015 e 2016, a Fronius obteve um crescimento de 160% com a venda de inversores. “Estamos muito felizes com este retorno, pois demostra o quanto o mercado brasileiro tem a crescer e os números mostram a satisfação garantida de nossos clientes com as soluções Fronius para energia fotovoltaica” afirma Denilson.

Não para por aí,conforme Denilson, o sistema fotovoltaico apresenta diversos benefícios e podem se tornar grandes aliados para o empreendimento.

Confira abaixo.

Valorização do imóvel – Uma residência, condomínio ou empresa com energia solar - projeto arquitetônico composto por placas solares - é valorizado por ser sustentável, além da possibilidade de monitorar tudo o que acontece na instalação em uma plataforma online moderna.

Redução de custos – É possível economizar muito com um sistema fotovoltaico, reduzindo sua conta de energia elétrica praticamente a zero. Sustentabilidade – A energia solar fotovoltaica é uma das fontes de energia mais limpa entre as fontes de energia. Países como Estados Unidos, Alemanha, China, Itália, Japão e Espanha já estão usando o potencial do sol em grande escala. E agora é possível transformar sua residência em um imóvel totalmente sustentável. “Este sistema tem duração de pelo menos 20 anos. Portanto, é importantíssimo que o consumidor fique atento na hora de escolher os produtos para realizar a instalação.

O sistema pode ser instalado – de forma rápida e fácil - em telhados residenciais ou comerciais, próximos ou diretamente no local onde é necessária a energia. Ou seja, este sistema independe daquela energia gerada em grandes instalações centrais – hidrelétrica – ou em grandes parques eólicos”, afirma Denilson.

Para instalar um sistema fotovoltaico em uma residência, o valor do investimento inicial é a partir de R$ 18 mil, com retorno previsto entre quatro a seis anos. É um mercado em ascensão que tem dado oportunidades para empreendedores investirem num negócio rentável. Diante deste cenário, desde 2012 a Fronius já comercializou mais de 7.000 inversores no Brasil. (Redação - Agência IN)


Brasil atinge 10 mil sistemas solares fotovoltaicos

O estado de Minas Gerais lidera o ranking com 2.225 instalações de micro e minigeração distribuída.

15/05/2017 - 10:08

A geração própria de energia no Brasil, a chamada micro e minigeração distribuída, acaba de atingir a marca histórica de 10 mil instalações fotovoltaicas ao redor do País. Segundo mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base nos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a tecnologia solar fotovoltaica, baseada na conversão direta da radiação solar em energia elétrica, lidera o segmento, com 99% das instalações em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural.

De acordo com a ABSOLAR, os 10.008 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede elétrica geram créditos e beneficiam um total de 11.063 unidades consumidoras. Com isso, a tecnologia contribui cada vez mais para o crescimento e desenvolvimento da economia do país, representando um total acumulado de mais de R$ 620 milhões em investimentos privados, espalhados entre todos os Estados e inúmeros Municípios brasileiros.

Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos, a maior parcela é de residências, que representam 78,2% do total, seguida de comércios (16,7%), indústrias (2,0%), consumidores rurais (1,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,1%), serviços públicos (0,2%) e consumidores do poder público (1,1%).

100 megawatts instalados

Recentemente, a micro e minigeração distribuída atingiu a marca de 111 megawatts (MW) instalados, dos quais 77,6 MW são provenientes da fonte solar fotovoltaica, capaz de gerar energia elétrica suficiente para abastecer mais de 45 mil residências.

Segundo o presidente da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica, parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), representa mais de 164 gigawatts (GW) quando se considera apenas os telhados de residências.

“Isso significa que, se aproveitarmos os telhados de residências brasileiras com geração distribuída solar fotovoltaica, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do País. Isso demonstra o enorme potencial desta tecnologia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental, que auxilia a reduzir os gastos de consumidores com energia elétrica, tem contribuído para reaquecer a economia do país e tem gerado empregos locais e de qualidade para a população”, comenta Sauaia.

“Se adicionarmos a estes cálculos os edifícios comerciais, industriais, públicos e rurais, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica será multiplicado e crescerá diversas vezes. Ou seja, no que depender da fonte solar fotovoltaica, ainda temos muita oportunidade de redução de gastos, crescimento e desenvolvimento, com responsabilidade e sustentabilidade”, conclui.

Energia solar se torna mais barata que combustíveis fósseis

Segundo Fórum Econômico Mundial, há dez anos, a energia solar tinha custo unitário de US$ 600. Em 2016, já conseguiu ser produzida por menos de US$ 100 - o preço do carvão

05/01/2017 - 16H55 - ATUALIZADA ÀS 16H59 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

Energia solar (Foto: Thinkstock)


As energias renováveis atingiram um importante marco em 2016. De acordo com relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), em 30 países, incluindo o Brasil, as energias solar e eólica já podem ser produzidas gastando-se menos do que com algumas oriundas de combustíveis fósseis, caso do carvão e do gás.

Carvão e gás são responsáveis atualmente por 62% da geração total de energia do mundo, segundo dados do Banco Mundial. 

  • Enquanto o custo da energia, o chamado LCOE (Custo Nivelado de Energia), do carvão gira em torno de US$ 100 o megawatt/hora, o preço da energia solar caiu de US$ 600, como era há uma década, para US$ 300 há cinco anos e atualmente já está próximo ou abaixo de US$ 100. O LCOE da energia eólica já chegou em alguns lugares próximo a US$ 50. A análise do WEF não leva em conta o custo da energia gerada pelo petróleo. 

Os 30 países analisados, segundo o WEF, atingiram "um ponto de inflexão", onde a energia solar custa o mesmo ou até menos do que a energia produzida pelas fontes tradicionais e mais poluentes. Chile, México, Brasil  e Austrália são alguns dos países citados que alcançaram o "ponto de inflexão". O WEF projeta que dois terços dos países do mundo vão chegar neste nível em alguns anos. Em 2020, a energia solar fotovoltaica terá um custo menor que o carvão e gás em todo o mundo. "As energias renováveis atingiram esse ponto", disse Michael Drexler, que lidera a área de investimentos de infraestrutura e desenvolvimento do WEF, ao Quartz. "Não tornaram-se apenas uma opção viável comercialmente, mas bem como uma opção atrativa, pensando no longo prazo, estabilidade e considerando a inflação futura". 

Um ponto importante é avaliar que a redução de preço ocorreu sem necessariamente incremento de subsídios. "Segundo a International Energy Agency (IEA) , os combustíveis fósseis receberam US$ 493 bilhões em subsídios em 2014, quatro vezes mais do que os subsídios endereçados às energias renováveis", analisa o relatório. 

Gráfico do WEF que mostra o custo das energias em 2016.  (Foto: Reprodução)

O levantamento também cita uma análise recente da International Energy Agency mostrando que a capacidade instalada de energia limpa cresceu 153 gigawatts, superando a estrutura instalada para carvão por exemplo. Na prática, isso significa que cerca de 500 mil painéis solares são instalados no mundo todos os dias. 

Segundo o Fórum Econômico Mundial, um dos maiores desafios para investidores nos próximos anos será lidar com um cenário de poucas oportunidades e a necessidade crescente de alocar um maior capital considerando um maior número de passivos. Isso porque um dos maiores desafios do mundo é lidar com o aquecimento global e seus impactos econômicos e negativos para a humanidade.

Nesse sentido, segundo o fórum, as infraestruturas "renováveis" já atingiram um nível de maturidade que constituem um sólido investimento e aumentam as chances de reverter os impactos causados pelo aquecimento.  Entre as barreiras mundiais para esse tipo de investimento estão incertezas regulatórias, contratos não padronizados e falta de ativos específicos dentro das instituições financeiras. 

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28-09-16

Minas é o Estado que mais instala painéis fotovoltaicos no Brasil

Balanço das conexões de microgeração da Aneel mostra um salto na instalação de painéis solares no Brasil



topo - energia solar (Foto: Getty Images)(Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou na terça-feira (26) um balanço sobre a política de incentivo à microgeração de energia. Segundo os números, o Brasil bateu em agosto a marca de 5 mil instalações, com uma potência instalada de 47 mil quilowatts. Os números são positivos e mostram que houve um salto nas instalações entre 2015 e 2016: até setembro do ano passado, só contávamos com 1.200 instalações.


A microgeração de energia foi regulamentada em 2012, por uma resolução da própria Aneel. Os consumidores podem instalar painéis solares em suas casas, gerando sua própria energia. Além disso, o painel é conectado à rede elétrica. Assim, quando o consumidor não está precisando usar a energia – por exemplo, numa tarde ensolarada em que os moradores estejam fora da residência –, o painel envia essa eletricidade para a rede, e o consumidor ganha créditos, como se estivesse “vendendo” energia. No começo do ano, essa resolução foi atualizada, permitindo a geração em condomínios

A Aneel permite a microgeração para uma série de fontes, mas a que mais se beneficia é a solar. Segundo os números, das 5.040 conexões existentes, 4.955 são de energia solar. As demais se dividem em biomassa, hidráulica e eólica.

Minas Gerais é o estado que mais se destaca em microgeração de energia solar no Brasil, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul, como mostra o gráfico abaixo.

Instalações de microgeração de energia por estado (Foto: Aneel)Instalações de microgeração de energia por estado (Foto: Aneel)

Esse crescimento não é por acaso: Minas foi o primeiro estado aacabar com a cobrança dobrada de imposto da energia solar, ainda em 2013. Hoje, o estado conta com um quinto de todas as instalações no país. Outros estados seguiram o caminho de Minas, e atualmente apenas sete estados brasileiros mantêm a dupla tributação para a energia solar. A ONG Greenpeace tem uma lista mostrando quem são.

Os dados divulgados pela Aneel são positivos, mas ainda estamos longe de nos tornar uma potência da energia solar. Só para uma comparação, os Estados Unidos têm mais de 400 mil conexões. Mas o gráfico abaixo pode nos deixar otimistas. Ele mostra que a microgeração (e a energia solar) estão crescendo exponencialmente. E confirma que não há crise no setor de energias renováveis. 

Número de conexões de microgeração de energia acumuladas desde 2012 (Foto: Aneel)

29.07.2016

Brasil deve integrar Top 20 em energia solar em 2018

Matriz Energética

De acordo com o boletim do setor, País tem 2,6 GW contratados, com previsão de entrada em operação até 2018


por Portal Brasil publicado: 28/07/2016 14h31 última modificação: 28/07/2016 15h53

Foto: Alex Lang / UnB Agência Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050


Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050

O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018. A expansão do uso do recurso no País, bem como a potência de 2,6 GW de geração centralizada, já contratada, vão colaborar para que a meta seja alcançada.

A informação está no boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A publicação aponta que, em 2014, foram contratados 31 projetos em leilões (890 MW) e, em 2015, 63 projetos (1.763 MW). Ambos totalizaram 2.653 MW de capacidade instalada.

Entre os países com maior potência instalada estão: China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália. O grupo responde por 68% do total mundial nessa fonte. Em 2015, a China alcançou o 1º lugar no ranking mundial de geração e os Estados Unidos ficaram em 2º, ambos superando a Alemanha, líder do ranking em 2014.

Oferta mundial

Até o final de 2015, todos os países do mundo computavam uma potência instalada solar fotovoltaica de 234 GW, considerando também a expansão de 52 GW no ano.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a geração solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa quantidade é de 8 mil km², o equivalente a um quadrado de 90 km de lado.

Para 2024, a estimativa do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE-2024), é que a capacidade instalada de geração solar no Brasil chegue a 8.300 MW. A proporção da geração solar chegará a 1% da total. Os estudos do PDE 2025, em elaboração, sinalizam a ampliação dessas previsões.

Geração distribuída

O número de instalações solares distribuídas apresenta crescimento no Brasil. Em oito meses, essas instalações triplicaram no País, aproximando-se de 4000 unidades, com potência média de 7,4 KW.

Os estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050), em elaboração pela Empresa de Pesquisa Energética, estimam que 18% dos domicílios de 2050 contarão com geração fotovoltaica (13% do consumo residencial).

Para ampliar ações de estímulo à geração distribuída, o Banco do Nordeste lançou uma linha de crédito para ampliar ações nessa área. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.

O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

13.07.2016

Energia solar estimula o aumento de empregos no Brasil

As estatísticas de energias renováveis e empregos publicadas no balanço anual da IRENA (Agência Internacional de Energias Renováveis) revelam que o número de pessoas empregadas na indústria global de energia renovável cresceu 5% em 2015, chegando a 8,1 milhões. É com energia solar que trabalham os empregadores mais importantes desse setor, responsáveis por 2,8 milhões de postos de trabalho nesse mesmo ano.


No segmento de energias renováveis, o setor de energia solar é globalmente o maior empregador. A maioria dos empregos criados nesse setor foi em operação e manutenção, e os maiores empregadores são a China, o Brasil e a Índia.

No Brasil, atualmente, o maior número de empregados na indústria de energia renovável está nos setores de bioenergia e de grandes hidrelétricas, embora também cresçam os empregos no setor eólico, graças a um aumento nas instalações e manufatura nacional.

Dessa forma, há potencial para que o setor solar fotovoltaico ganhe mercado, à medida que aumentam as instalações e cresce a capacidade planejada para 3,3 GW até 2018. Além dos 60.000 a 90.000 empregos possíveis a serem gerados, a produção nacional de módulos promete um grande potencial à medida que o foco se desloca da instalação.

Na Alemanha, por exemplo, havia 100.000 empregos no setor fotovoltaico quando o mercado atingiu 7 GW em 2012. Várias empresas do setor solar FV já demonstraram interesse em investir em produção local; portanto o mercado de trabalho brasileiro nesse setor, com 4.000 empregados, pode tornar-se uma parte essencial da economia dentro de alguns anos.

Globalmente, as instalações solares FV cresceram em 20% em 2015, com a China, o Japão e os Estados Unidos na liderança. O maior empregador solar FV é a China, com 1,7 milhão de empregos em 2015. Como os Estados Unidos e a União Europeia vêm cobrando impostos sobre as importações de painéis chineses, alguns fornecedores chineses de módulos reagiram implantando novas instalações em países como o Brasil. Além disso, à medida que aumenta a energia solar FV distribuída, torna-se mais fácil implantar localmente certas partes da cadeia de valor – tais como montagem, distribuição ou serviços pós-venda –, criando assim ainda mais empregos.

A geração de vagas e a expansão prevista no setor solar FV no Brasil serão questões fundamentais a serem discutidas no fórum de empregos e carreiras durante a Intersolar South America. O evento oferece uma plataforma para quem procura oportunidades e para outros profissionais discutirem as tendências atuais e também contará com a presença de empresas e especialistas em RH para debaterem sobre ofertas de emprego. A plataforma está sendo organizada com o apoio do Portal Solar como parceiro de mídia que estará no local para trazer as últimas novidades sobre o mercado brasileiro de trabalho.

A edição da Intersolar South America deste ano, em São Paulo, também oferecerá aos jovens engenheiros várias oficinas e sessões de treinamento em meio período para estimular os recém-chegados ao mercado de trabalho da indústria de energia renovável. O programa levará aos jovens talentos informações sobre o mercado e sobre oportunidades oferecidas por empresas e associações. Haverá também sessões de treinamento e oficinas para ajudar instaladores a aprimorar seus conhecimentos práticos, aprender novos métodos e compreender as regudeplorações.

(Redação – Agência IN)

Fonte: Investimentos e Notícias

05.07.2016

Fabricante francesa se instala no Brasil para atender mercado de energia solar flutuante

A Ciel & Terre, fabricante francesa de tecnologias para usinas flutuantes de geração fotovoltaica e detentora da patente do Hydrelio©, produto único no mercado mundial, acaba de se instalar no País para atender o mercado de energia solar flutuante.


Foto: DINO

A proposta da Ciel & Terre Brasil é oferecer soluções completas em projetos de usinas flutuantes de geração solar, no modelo de EPC, para atender os mercados de Usinas Hidrelétricas e PCHs, Estações de Água e Tratamento, Agricultura, Eólicas e Aterros Sanitários e Lixões.

A intenção da empresa é gerar energia solar em reservatórios de usinas hidrelétricas e aproveitar as vantagens de infraestrutura já existentes nas instalações, além de oferecer soluções sustentáveis ao processo de hibridização da matriz energética brasileira. Como a estrutura está toda pronta, não há necessidade de se investir em transmissão ou em subestação, como acontece em muitos projetos eólicos, por exemplo.

No caso dos aterros sanitários e lixões, a ideia é transformá-los em verdadeiras fazendas solares, cobrindo esses locais com os flutuadores para gerar energia limpa e, ao mesmo tempo, garantir tratamento adequado às áreas impactadas. A proposta é aproveitar a tecnologia consagrada dos flutuadores solares de reservatórios de água para ser utilizada nos mais de cinco mil lixões e aterros existentes no Brasil.

A expectativa da empresa nessa área é obter um volume de negócios da ordem de R$ 30 milhões com a entrada de cinco megawatts no primeiro ano de projeto. O flutuador solar é indicado para cobrir este tipo de terreno, já que possui um sistema flexível de fixação capaz de compensar o movimento e as oscilações de uma área de lixão.

Já para o setor do agronegócio, a Ciel & Terre pretende instalar os flutuadores em lagos e represas de propriedades rurais e, desta forma, garantir o abastecimento energético para a produção. Estudos mostram que o flutuador reduz em até 70% o nível de evaporação da água, o que permite ao agricultor elevar em até 25% o volume de água disponível para a produção agrícola.

Outra área de atuação será o setor de saneamento, onde as empresas podem se beneficiar com maior oferta hídrica, que é o seu principal ativo, e ter mais segurança energética nas operações. 


26.05.2016

FNE Sol financiará projetos de microgeração em até 100% no Nordeste

 

Microgeração inclui centrais que usam fontes renováveis, conectadas à rede de distribuição ( FOTO: NATINHO RODRIGUES )

Recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) serão convertidos para financiar projetos de geração de energia solar para empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas, associações e também pessoas físicas. A informação foi divulgada pelo operador do FNE, o Bando do Nordeste do Brasil (BNB). A nova linha foi batizada de FNE Sol e será apresentada pelo presidente do Banco, Marcos Holanda, na próxima segunda-feira (30), na sede da instituição financeira, em Fortaleza.

"Podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação. O valor economizado na conta de energia pode ser utilizado para pagar as parcelas do financiamento", informou o BNB. Sobre as condições de pagamento, o Banco disse que o prazo máximo de quitação do financiamento é de 12 anos, com até um ano de carência. O montante tomado pelo empresário, produtor rural ou pessoa física pode ser financiado em até 100% e terá um bônus de adimplência de 15%.

O lançamento do FNE Sol evento contará com exposições de representantes da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que abordarão os conceitos básicos de micro e minigeração e organização do setor na região, e do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Ceará (Sindienergia), que falarão sobre a situação atual e perspectivas do mercado no Estado.

Adesão

No Ceará, diversos setores já investem na produção da própria energia como uma forma de reduzir custos e ampliar a competitividade em um cenário econômico desafiador.

Para os postos de combustíveis, por exemplo, a energia representa de 5% a 8% do custo operacional do empreendimento, o que tem feito muitos empresários do setor aderirem à geração própria de energia. Exemplo disso é o empresário Carlos Pessoa, proprietário de nove postos de combustível, que investiu R$ 140 mil na instalação de painéis solares em um dos seus estabelecimentos. Ele diz que, de acordo com o estudo de viabilidade, o equipamento deve gerar um retorno de 2% ao mês.

Definição

A microgeração distribuída de energia elétrica compreende as centrais geradoras que utilizem cogeração qualificada ou fontes renováveis, conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras, e cuja potência instalada seja menor ou igual a 75 kW. Já a minigeração distribuída engloba os mesmos tipos de centrais geradoras com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 5 MW

9.02.16

Bahia terá a maior usina de energia solar da América Latina

A cidade de Tabocas do Brejo Velho, na Bahia, vai receber a maior instalação de usina de energia solar da América Latina. O projeto começou a ser implementado em dezembro de 2015, estima-se que terá capacidade de produzir 500 GWh por ano.


O projeto que começou a ser implementado em dezembro passado deve começar a gerar energia em meados de 2017

O projeto que começou a ser implementado em dezembro passado deve começar a gerar energia em meados de 2017

A previsão é que o parque solar entrará em funcionamento em meados de 2017. Esta é uma das maiores usinas de energia solar da Enel Green Power, que ajudará a suprir à demanda constante de energia elétrica no país – que de acordo com estimativas vai aumentar a uma taxa média de 4% ao ano até 2020.

O CEO da empresa responsável pelo projeto, Michael Scandellari, disse que o projeto é uma grande oportunidade porque o Brasil tem um mercado com perspectivas de crescimento “muito significativas” a médio e longo prazo. “Iniciar nossos negócios com a construção da maior usina fotovoltaica no país é uma conquista que nos enche de orgulho e demonstra a importância que o Brasil terá para nós", disse.

Energia Solar no Brasil

O aumento no consumo de energia que o Brasil está enfrentando nos últimos anos, não está sendo acompanhado pelo crescimento na geração de energia de fontes tradicionalmente presentes no país, entre as quais a hidrelétrica, e, portanto, exige uma diversificação na matriz energética.

A solução para esse problema é representada pelas usinas fotovoltaicas, que entre todas as fontes de energias renováveis são as que apresentam o menor impacto ao ambiente, além disso a geração distribuída apresenta grandes vantagens econômicas. 
      

23.12.2015

Micro e minigeração distribuída fotovoltaica estão isentas de ICMS no Estado Rio de Janeiro

 


Por Alexandre Gaspari - Equipe RCE

Crédito da foto: Cortesia Solarize

A energia elétrica gerada por micro e minigeradores solares no Estado do Rio de Janeiro está isenta do pagamento de ICMS por um prazo de dez anos. É o que determina o artigo 8º da Lei nº 7.122, sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão em 3 de dezembro, que instituiu a Política Estadual de Incentivo ao Uso da Energia Solar. A legislação tem como base o projeto de lei 111-A, do deputado estadual Carlos Minc.

A isenção foi garantida após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) derrubar vetos do governador a oito dos 11 artigos do texto original. Um dos vetos derrubados pelos deputados estaduais foi ao artigo 8º, que trata da isenção de ICMS para projetos de micro (até 100 quilowatts de potência) e minigeração (acima de 100 quilowatts e até 1.000 quilowatts) distribuída solar fotovoltaica “participantes do sistema de compensação de energia elétrica, de que trata a Resolução Normativa nº 482, de 17 de abril de 2012 da Aneel”.

A Resolução nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu as regras para a autoprodução de energia elétrica de pequeno porte e a inserção dessa geração nas redes das distribuidoras de energia. A agência implantou o sistema de net metering, que basicamente consiste em uma compensação não-financeira entre a energia gerada pelo cliente e injetada na rede da concessionária e a eletricidade da distribuidora consumida por este mesmo cliente. Caso gere mais energia do que a que consumir, o cliente ganha créditos junto à distribuidora. Ocorrendo o contrário, o cliente paga à distribuidora a diferença entre sua geração e seu consumo.

Contudo, até a edição da Lei nº 7.122 e a derrubada do veto ao artigo 8º, quem instalasse um sistema solar fotovoltaico em sua residência ou estabelecimento no Rio pagava o ICMS integralmente. Ou seja, em vez de recolher o imposto somente sobre a diferença entre produção e consumo elétrico, o cliente era obrigado a pagar o tributo incidente também sobre a energia gerada. Isso, segundo diversos especialistas do setor, desestimulava a expansão da energia fotovoltaica de pequeno porte no Rio de Janeiro.


Isenções e estímulos

A Política Estadual de Incentivo ao Uso da Energia Solar prevê outras isenções, embora de forma indicativa, e não determinativa como ocorre com a mini e microgeração fotovoltaica. O artigo 7º da Lei 7.122/2015 autoriza o governo do Estado a isentar em até 100% de ICMS materiais voltados para a produção ou manutenção de sistemas de energia solar, a fim de estimular o mercado consumidor. A possível isenção engloba inversores de tensão e controladores de carga.

A lei também aponta o papel do governo do Estado na promoção da energia solar em território fluminense. Para isso, o texto autoriza o Executivo a promover estudos e estabelecer metas para o aumento da participação da energia solar na matriz energética do Estado; estabelecer instrumentos fiscais e creditícios que incentivem a produção e a aquisição de equipamentos para esse fim; firmar convênios com universidades e instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa para desenvolvimento tecnológico e capacitação de recursos humanos; e priorizar o uso da energia solar, tanto de geração fotovoltaica como de aquecimento termossolar, em comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras, pesqueiras, assentamentos rurais, locais distantes das redes de distribuição e transmissão de energia elétrica e também em residências de baixa renda e conjuntos habitacionais que recebam recursos financeiros do Estado.

Os sistemas solares, sejam eles de geração de eletricidade ou de aquecimento, também deverão ter prioridade na construção de prédios públicos estaduais, de acordo com a Lei 7.122/2015. Caberá ainda ao governo estadual estimular a geração fotovoltaica pelas instituições da administração pública estadual direta, indireta, autárquica e fundacional.

De acordo com informações da Aneel, até este mês havia 93 registros efetivados de micro e minigeração distribuída fotovoltaica no Rio de Janeiro, totalizando uma potência de 1.177,69 quilowatts-pico (kWp). O maior projeto fotovoltaico instalado no Estado é o do estádio do Maracanã, na capital, com 400 kWp. Quanto a usinas solares de maior porte, ainda não há nenhum projeto em território fluminense.

O texto integral da Lei 7.122/2015 pode ser encontrado aqui.

BC vê alta de 51,7% na energia em 2015 e de 15% na gasolina

29/10/2015

Contas de luz podem ter aumentos superiores aos registrados em 2014. Com novo aumento, estimativa da gasolina sobe frente a setembro.


Alexandro Martello Do G1, em Brasília


O preço da energia elétrica deve subir 51,7% neste ano, segundo estimativa divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira (29). A previsão consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – realizada na semana passada, que manteve os juros básicos da economia estáveis em 14,25% ao ano.

Redução da tarifa favorece consumidores residenciais de Mato Grosso. (Foto: Reprodução / TVCA)Custo de produção de eletricidade vem subindo
desde final de 2012 (Foto: Reprodução / TVCA)

Em setembro, a previsão do BC era de uma alta maior para a energia neste ano: de 49,2%. A estimativa de alta no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.

Custo de produção maior

O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde o final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz. Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Gasolina, gás de cozinha e telefonia
Para a gasolina, o Banco Central estimou um aumento de 15% em 2015 - patamar um pouco inferior ao apontado em setembro deste ano, na reunião anterior do Copom. Na época, o BC projetava uma alta de 8,9% para a gasolina em todo este ano.

No começo deste ano, o governo anunciou aumento da tributação sobre a gasolina, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa alta foi repassada para os preços.

Mais recentemente, no fim de setembro, a Petrobras realizou reajustes nos preços de venda da gasolina e do diesel nas refinarias. O aumento anunciado para a gasolina foi de 6% e para o diesel, de 4%.

O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 19,9% neste ano (contra a previsão anterior, feita em junho, de um aumento de 15%). Recentemente, a Petrobras anunciou um reajuste do preço do gás de cozinha.

Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 16,9% neste ano. Em setembro, a estimativa era de uma alta de 15,2% em 2015.

China amplia meta para energia solar em 2015

08/10/15

Geração de energia solar na China

Geração de energia solar: a China vai adicionar 5,3 gigawatts à meta anterior, de 17,8 gigawatts, segundo a Xinhua, que cita como fonte uma notificação da Administração Nacional de Energia (ANE) do país.

Da REUTERS

Pequim - A China elevou sua meta de instalação de usinas solares para 2015 em 30 por cento ante o objetivo anterior, segundo a mídia estatal, potencialmente ampliando o excesso de capacidade em um momento em que a falta de redes de transmissão ainda é um obstáculo para a entrega de energia por esses empreendimentos.

A China vai adicionar 5,3 gigawatts à meta anterior, de 17,8 gigawatts, segundo a Xinhua, que cita como fonte uma notificação da Administração Nacional de Energia (ANE) do país.

O órgão pediu que os responsáveis pelos projetos concluam a construção das usinas até o final deste ano, com a conexão à rede prevista para o final de junho do próximo ano, segundo a reportagem.

A China, maior mercado mundial de energia solar, instalou 7,73 gigawatts em capacidade nos primeiros seis meses de 2015, segundo a ANE, o que representa apenas um terço da nova meta, e significa que as empresas vão precisar acelerar as obras no segundo semestre.

Usinas solares podem, em tese, entregar retornos de entre 10 e 15 por cento, por meio da assinatura de contratos de venda de energia de longo prazo com elétricas estatais, mas, na prática, problemas com o pagamento de subsídios e a qualidade dos painéis tem deixado os investidores cautelosos com o setor.

A insuficiência de redes de energia na China e o excesso de capacidade instalada reduziram o crescimento da energia solar no país. Cerca de um décimo da energia solar produzida no primeiro semestre deste ano não pôde ser entregue à rede, segundo a ANE.

A China pretende ampliar a participação de fontes de energia não fósseis em sua matriz para 15 por cento em 2020, ante cerca de 11 por cento ao final de 2014, como parte de esforços para reduzir a dependência de carvão e atingir metas climáticas com as quais o país se comprometeu a atingir perante as Nações Unidas.

Investir em energia solar custa 8 vezes menos que em termoelétricas, diz WWF

28/09/15  


Por Bruno Bocchini Edição: Nádia Franco Fonte: Agência Brasil

Estudo divulgado hoje (28) pela organização não governamental WWF Brasil mostra que a substituição do uso de energia fornecida por usinas termoelétricas pela de geração fotovoltaica (energia solar) poderia gerar uma economia de R$ 150 bilhões em um período de cinco anos. De acordo com o WWF, subsidiar a energia fotovoltaica em vez da termoelétrica emergencial – usada atualmente diante da diminuição da geração hidroelétrica – é oito vezes menos custoso.

“A substituição das termoelétricas incrementais por uma geração fotovoltaica distribuída mostra-se bastante viável. De acordo com o modelo apresentado no estudo, subsidiar essa forma de geração é oito vezes menos custoso. Mesmo em um cenário em que, após cinco anos, os reservatórios voltassem ao patamar de segurança e não houvesse crise hídrica pelos 20 anos seguintes, o país teria uma economia da ordem de R$ 150 bilhões”, diz o estudo.

O WWF Brasil propõe uma transição gradual do modelo termoelétrico para o fotovoltaico, em que o valor que atualmente é gasto para a contratação de energia das termoelétricas seria reduzido, ao mesmo tempo em que seria aumentado o investimento na instalação de energia fotovoltaica por um período de cinco anos. O objetivo é que, após esse período, a produção de energia fotovoltaica atinja 40 TWh por ano, a mesma quantidade contratada hoje das termoelétricas emergenciais.

“Atualmente o governo tem gerado muitos incentivos econômicos para fazer a sustentação da segurança energética do país por meio de termoelétricas. O que a gente propõe aqui é fazer uma transição gradual para energia solar, tendo a energia solar como uma energia apoiando a energia hidroelétrica no Brasil, e manter as termoelétricas de backup, que é o papel delas, caso precise, e não operando todo ano igual a gente está tendo agora”, disse o coordenador de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, André Nahur.

A substituição da energia termoelétrica pela fotovoltaica, no entanto, ainda enfrenta o entrave da falta de financiamento no país. Segundo Nahur, países que estão fazendo a transição, como Alemanha, Japão, e Itália, têm linhas de financiamento diferenciadas para a energia de base solar a cerca de 6% ao ano. Já no Brasil, o crédito para essa finalidade é pequeno e destinado a grandes projetos.

“Hoje em dia, as linhas de financiamentos que a gente tem que são por meio do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e de alguns bancos privados. O que a gente precisaria hoje seria de linhas diferenciadas de financiamento com juros de mais ou menos 6% ao ano”, disse Nahur.

Sustentabilidade ambiental – viabilização da energia solar


04/08/15


sustentabilidade-energia-solarpor Pedro Fabiano*

O domínio do conhecimento científico atual encontra-se num patamar que permite uma busca de soluções racionais para a problemática da geração da energia sustentável, bem como do risco iminente da escassez de água, no planeta de uma forma abrangente, e no Brasil em particular.

Ao se lançar luz sobre a viabilidade da Energia Fotovoltaica, encontra-se no Brasil um grande potencial de insolação como recurso sustentável para conversão de energia para acionamentos de equipamentos.

A Energia Solar, também denominada Energia Fotovoltaica, com o termo “foto” que significa luz e “voltaica” que determina a eletricidade, é viabilizada através da captação por painéis solares fotovoltaicos, os quais são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do sol em energia elétrica.

Face à necessidade de se obter cenários que traduzam as condições favoráveis, ou não, deste binômio “recurso energético x resultado” torna-se fundamental a inclusão de uma metodologia de estudo sobre a viabilidade socioeconômica da Energia Solar. Isto pode ser feito através de uma base comparativa, avaliando-se a imprevisibilidade da insolação, por tratar-se de recurso natural que ocorre ao sabor das condições meteorológicas, e a possibilidade de combinações desta energia com as demais oferecidas atualmente, agregando-a a rede de abastecimento de energia.

Entende-se que a abordagem sobre a aplicação da energia fotovoltaica, como recurso sustentável para acionamentos de equipamentos, venha adicionar à sociedade uma contribuição relevante.

Em termos práticos e construtivos, os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, cujos elementos atuam na captação da luz do solar.

A estes elementos se formalizou o termo “células fotovoltaicas”, que atuam através de uma diferença de potencial elétrico por ação da luz, em geral a solar. Estas células solares impõem um efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol, fazendo a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.

Nos aspectos estruturais dos painéis fotovoltaicos, compostos por células solares, tem-se o silício cristalino e o arsenieto de gálio como sendo os materiais mais frequentemente utilizados na produção, sendo que o silício é encontrado em abundância em nosso país.

Acrescenta-se que os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, sendo que em termos econômicos, os cristais de silício resultam numa melhor alternativa. Já o silício policristalino, embora sendo uma opção de menor custo, não oferece um rendimento importante, uma vez que o mesmo tem uma percentagem de conversão menor.

No Brasil a Energia Solar pode ser aplicada de forma abundante, uma vez que temos um dos maiores índices de insolação do planeta, pois o sol é mais presente em nosso território nacional. Desta forma esta solução de Energia Sustentável, como alternativa às energias geradas por hidrelétricas e combustíveis a base de petróleo, é totalmente viável. Depende de nossas iniciativas no âmbito pessoal e de politicas públicas.

*Prof. Pedro Fabiano é engenheiro de Produção Industrial e coordenador do curso de Gestão Ambiental e Engenharia de Produção da Universidade Anhanguera de São Paulo, unidade ABC



Barreiras de rodovia são testadas para armazenar energiasolar

03/08/2015


Por Caroline M., da Energio Nordeste - Entrará em fase de testes nos próximos meses, um projeto inovador da Universidade de Endhoven, na Holanda, que usa as barreiras acústicas de uma rodovia para armazenar energia solar. Cada uma das barreiras mede 5 metros de largura e 4,5 metros de altura.

Além de ser de e baixo custo, o projeto, que usa painéis translúcidos que concentram a luz do sol e a armazenam, é robusto e pode trabalhar mesmo quando o céu está nublado.

Segundo os pesquisadores responsáveis 1 km das barreiras poderia fornecer eletricidade a 50 famílias por um ano ou fornecer uma bateria decarro elétrico com potência suficiente para conduzir 900 mil km.

Fonte: Energio Nordeste



Governo prepara salto da energia solar em residências e empresas

Aneel abriu audiência pública para debater o assunto

08/05/15

Solar em destaque


Uma ação coordenada do Governo Federal em várias frentes, com o estímulo do Ministério de Minas e Energia, deverá mudar nos próximos anos o cenário da geração de energia solar das grandes cidades brasileiras. Até 2024, cerca de 700 mil consumidores residenciais e comerciais deverão ter instalado em seus telhados e coberturas painéis fotovoltaicos, que transformarão a luz solar em energia elétrica. 

A estimativa é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê um potencial de 2 GW de potência instalada com essa modalidade de geração distribuída nesse período, com foco neste momento na energia solar fotovoltaica. Esse mesmo conceito de geração distribuída comporta outras formas de geração próximas do consumidor, como a eólica, ou até mesmo a de geradores. Outra estimativa de mais longo prazo, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê que até 2050 cerca de 13% do abastecimento das residências no País deverá ser proveniente dessa fonte.

“Na energia solar, temos um elenco de ações para alavancar a fonte, seja pela microgeração, seja pela geração distribuída, seja por leilões de fontes alternativas. Você pode até ter casos de cogeração com a mesma subestação e a mesma linha, o que está acontecendo muito na Bahia. E também os flutuadores com fotovoltaica nas hidrelétricas”, avalia o ministro Eduardo Braga.

Entre as medidas estimuladas pelo Ministério estão a simplificação nas regras para a geração em casas e prédios comerciais; mudança na tributação da energia produzida; e fomento ao investimento industrial no setor. Um convênio levado ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e já firmado pelos estados de São Paulo, Goiás e Pernambuco na semana passada, prevê que o consumidor não pagará o tributo estadual (ICMS) sobre a energia que ele próprio gerar, mas apenas sobre o excedente que ele consumir da rede de distribuidoras. Por exemplo, uma família que consome 200 kWh ao mês e que produza 120 kWh, recolherá ICMS apenas sobre 80 kWh.

Esse convênio, que deverá ser firmado também por outros estados, é o ponto de partida para que a União também reduza a tributação do PIS/Cofins sobre esse tipo de geração, informou o ministro Braga. “Esse é um passo importante. Agora nós vamos partir para dentro do governo para fazer a desoneração do PIS e do Cofins. Esperamos que, com isso, possamos colocar de pé nossa proposta de geração distribuída e geração microdistribuída solar no País”, afirmou.

Na última terça-feira (05), a Aneel também deu novo passo para simplificar e acelerar os processos de geração de energia com painéis solares, com a revisão da Resolução Normativa nº 482. A Aneel abriu audiência pública para debater o assunto. Segundo a Agência, a revisão deverá reduzir as barreiras que ainda dificultam a conexão dos micro e mini geradores às distribuidoras. Desde a publicação da resolução em 2012 até março deste ano, foram instaladas 534 centrais geradoras, sendo 500 solar fotovoltaica, e a mudança deve estimular novos projetos.

Com a isenção, a instalação de projetos de geração de energia pelas residências ou prédios comerciais se torna mais atraente, com maior retorno sobre o investimento. Segundo estudo elaborado pela EPE no final de 2014, a capacidade instalada de geração distribuída fotovoltaica projetada em 2013 era de 835 MWp. Com a eliminação da tributação do ICMS sobre a compensação de energia, as projeções seriam alteradas para uma potência instalada de 1,3 GWp, ou seja, quase 60% maior.

Bateria da Tesla pode ameaçar rede elétrica tradicional

05/04/15

Estação de recarga da Tesla: “vamos lançar a bateria doméstica Tesla", disse o CEO da empresa, Elon MuskEstação de recarga da Tesla Motors no estande da montadora no Salão de Detroit de 2014

Dana Hull e Mark Chediak, daBloomberg

São Francisco - A Tesla Motors Inc., mais conhecida por fabricar o sedã totalmente elétrico Model S, está usando a tecnologia das baterias de íons de lítio para se posicionar como líder do mercado emergente de armazenagem deeletricidade, que complementa, e até poderia chegar a ameaçar, a rede elétrica tradicional.

“Vamos lançar a bateria doméstica Tesla, uma bateria de consumo pensada para uso em residências ou empresas, muito em breve”, disse o CEO Elon Musk durante uma teleconferência de lucros com analistas, na quarta-feira.

Combinar painéis solares e baterias grandes e eficientes poderia permitir que alguns proprietários de imóveis evitassem a compra de eletricidade das concessionárias de eletricidade.

O Morgan Stanley disse na semana passada que o produto de armazenagem de energia da Tesla pode “causar perturbações” nos EUA e na Europa, pois os clientes tentariam evitar as tarifas das concessionárias de energia “saindo da rede”.

Musk disse que o lançamento do produto ocorreria em março ou abril.

“Temos o design pronto. O produto deverá começar a ser produzido em cerca de seis meses ou mais”, disse Musk. “Isso é realmente muito bom”.

A Tesla já oferece unidades residenciais de armazenagem de energia para clientes selecionados por meio da SolarCity Corp., a empresa de energia solar que tem Musk como presidente do conselho e maior acionista.

A fábrica da Tesla, empresa com sede em Fremont, Califórnia, está produzindo também sistemas fixos de armazenagem para empresas e concessionárias de eletricidade que são clientes.

A fabricante de automóveis com sede em Palo Alto, Califórnia, instalou uma unidade de armazenagem em sua estação Tejon Ranch Supercharger, na altura da rodovia Interstate 5, no Sul da Califórnia, e tem diversas outras instalações comerciais nesse campo.

Concessionárias clientes

Mas um mercado ainda maior pode ser o das concessionárias de eletricidade.

“Muitas concessionárias de energia estão trabalhando neste espaço e nós estamos negociando com quase todas elas”, disse o diretor de tecnologia, JB Straubel, na conferência de lucros de quarta-feira.

“Este é um negócio que está ganhando cada vez mais atenção nossa”.

A Califórnia enxerga o armazenamento de eletricidade como uma ferramenta fundamental para gerir melhor a rede de energia, integrar uma quantidade crescente de energia solar e eólica e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Concessionárias como a PG&E Corp. atualmente são obrigadas a buscar cerca de 1,3 gigawatt em armazenamento de energia até 2020, o suficiente para fornecer eletricidade a aproximadamente 1 milhão de residências.